quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Reflexões sobre o Quadro Social


QUADRO SOCIAL - REFLEXÕES





Alguns clubes tradicionais, outrora pujantes, dinâmicos, hoje ressentem-se da inacabada renovação.



Sobrevivem na rotina de um quadro social decorativo, ineficaz,  ausente.



Assim sendo, é preciso abrir os olhos.



Quando um Rotary Clube, não importa a idade, possui um quadro associativo disperso e desinteressado, avesso a novas propostas e ideias, é um sinal de que ele envelheceu, está amarelo e morrendo.



Para manter acesa a chama do ideal de Paul Harris, o seu clube deve estar verde e crescendo, o que significa ser eficiente e eficaz, actuante e determinado, consciente da sua força e da sua grandeza.



Muitos dizem que o clube é o presidente, se o presidente for bom, o clube vai bem, se o presidente for fraco, o clube vai mal.



Ouvi, por exemplo, que os índices de retenção dependem de líderes actuantes no quadro social.



Tenho hoje uma percepção diferente: fosse a premissa correcta, teríamos clubes oscilantes, fortes num período,  fracos no outro, ao sabor do presidente.



Acredito que o que faz o clube não é apenas a pessoa do presidente, mas sim a totalidade do quadro associativo.



Um Rotary Club é o reflexo dos seus sócios.



Clubes de qualidade correspondem a sócios de qualidade, dedicados ao ideal de servir, fiéis aos princípios rotários e éticos.



Em qualquer sociedade, a ética é antes de tudo a capacidade de seguir as regras que tornam possível a vida colectiva.



Há sócios que já nem comparecem.



Pouco se importam com os índices de frequência, não mais expostos nos boletins.



Aparentemente consideram os trabalhos rotários subalternos.



Falta-lhes tempo, disposição, boa vontade para sair da zona de conforto, abraçar a causa, ir à luta por um mundo melhor e mais justo.



Outros, contestadores por natureza, costumam levantar dificuldades ante qualquer proposta.



Poderíamos chamá-los de personagens problemas, o contrário do personagem solução que busca resolver, superar obstáculos, viabilizar empreendimentos.



Todo o Rotary Club, assim como uma Equipa de futebol, depende do trabalho em equipe para atingir as suas metas e objectivos.



Um time pode ter o melhor técnico, o mais preparado, o mais competente.



Ele pode ser um grande líder, mas todo o esforço será em vão se o conjunto de seus atletas não estiver à altura, se não houver um verdadeiro espírito de corpo, uma sinergia que faça com que cada jogador pense primeiro na equipe, nos objectivos maiores, para depois pensar em si próprio.



Grandes treinadores e atletas que se tornaram também grandes palestrantes, são unânimes em afirmar que, para manter o espírito de corpo da equipa, para manter a harmonia do conjunto, muitas vezes torna-se necessário eliminar os focos de desajuste, excluir quem não soma, quem não consegue enxergar além de seu próprio umbigo.

A esses, ensinam, não resta alternativa senão a da remoção, mesmo sendo talentosos, de valor individual, mas dissociados dos objectivos maiores do colectivo.



Num Rotary Clube é a mesma coisa. As regras da convivência harmónica obrigam-nos a afastar qualquer forma de arrogância, de preconceito, de intolerância.



O arrogante é aquele que acha que já sabe, que já conhece.



O arrogante considera-se superior, que é dono da verdade, que não precisa seguir as normas.



Entretanto, sabemos que no Rotary, é muito difícil afastar alguém.



Daí, nas admissões, a ênfase a ser dada na qualidade como requisito precedente à quantidade.



Por outro lado, quando um clube possui um quadro social pequeno e um custo fixo elevado, muitas vezes não se pode prescindir do sócio pagador, ainda que ele transgrida às regras de frequência.



Somos, então, levados a contemporizar, mesmo sabendo que a ausência é sempre um exemplo negativo, principalmente para os mais novos. Como proceder?



A meu ver, a solução mais viável é procurar rapidamente aumentar o quadro social.



Só há um jeito: é falando uma linguagem moderna.



É levantando uma bandeira, procurando uma causa que mobilize os jovens, que motive as mulheres, que reacenda nos mais velhos a chama do verdadeiro rotario, que atraia a família rotária.



Somente assim o seu clube voltará a ser o que era.



Lembre-se que a força de um clube não está no número de sócios, mas nos resultados que obtém nas comunidades.



 “GENTE SIMPLES, FAZENDO COISAS PEQUENAS, EM LUGARES POUCO IMPORTANTES,

CONSEGUE MUDANÇAS MARAVILHOSAS.”



É o Rotary em que acredito.


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